Os resultados observados em maio ampliaram a tendência de queda da indústria automotiva nacional. Com 212,7 mil unidades comercializadas o patamar equivale ao pior resultado para o mês nos últimos oito anos, segundo dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 8.
Na comparação com maio de 2014, quando foram emplacados 293,4 mil autoveículos, a queda chegou a 27,5%. Já na relação com abril, quando foram licenciadas 219,4 mil unidades, a retração foi de 3%.

Em maio foram comercializados 205,2 mil automóveis e comerciais leves, 6 mil caminhões e 1,4 mil ônibus.
No acumulado do ano as vendas de autoveículos somam 1,1 milhão de unidades, montante 20,9% menor em relação ao período de janeiro a maio de 2014. Já as vendas anualizadas contabilizam 3,2 milhões, queda de 13,1% em relação aos doze meses imediatamente anteriores.

Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, o resultado do mês de maio ficou “aquém do esperado”. “Nós estávamos prevendo ao menos uma estabilidade em relação a abril, mas infelizmente o resultado não veio como o esperado”, diz.
O presidente voltou a afirmar que a escassez de crédito é o grande impeditivo para o avanço do mercado. Segundo ele os bancos continuam mais restritivos e a aprovação de novos financiamentos não alcança o ritmo desejado. “Ainda vivemos esse movimento de restrição do crédito”.
Moan ressaltou que as iniciativas do setor, como o Festival do Consórcio Contemplado, que oferece vantagens especiais e exclusivas para clientes com uma carta de consórcio de veículo contemplada, ainda geram expectativa positiva. “Na última semana a International aderiu ao programa e já são 25 marcas participando. O balanço dessa primeira fase deve ser divulgado em breve”.
Os estoques do mês de maio avançaram um dia na comparação com o número observado em abril. Segundo os dados da Anfavea o mês terminou com unidades suficientes para 51 dias de vendas.
Em números reais houve uma redução de 6 mil veículos na comparação com abril e há 361,1 mil autoveículos em estoque. A maior parte deles, 224,9 mil, está sob responsabilidade dos concessionários, ao passo que as montadoras respondem pelos 136,2 mil restantes.

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